Editorial semanal

Uma viagem bíblica

Rev. Cristiano Zioli

No início, temos o Pentateuco (cinco pergaminhos) com cinco livros. De Gênesis a Deuteronômio (Outra Lei) somos levados desde a criação até a chegada na Terra Prometida. São livros que, além da Lei, mostram como esse povo precisa se santificar (Levítico), apesar de estarem ainda no deserto (Números) e também a importância de serem constantemente lembrados dessa Lei (Deuteronômio).

De Josué a Ester, temos os Livros Históricos. Diz como esse povo, que conquista a Terra Prometida, vive e se porta diante de Deus. Temos períodos de altos e baixos, juízes e reis que estiveram na presença de Deus e outros que O abandonaram. Vemos a mão providencial de Deus mantendo o curso da história para Seu propósito redentivo.

De Jó a Cantares, temos os livros poéticos ou de sabedoria. A sabedoria, nesses livros, é revelada através das experiências humanas e de como nós, humanos, registramos essas experiências no nosso ser. É o palco que mostra Deus presente a atuando.

Os livros dos Profetas vão de Isaías a Malaquias, divididos entre Profetas Maiores (Isaías – Daniel) e Menores (Oséias – Malaquias). Livros que mostram Deus falando aos reis e ao povo.

Profetas que anunciaram a chegada do Messias, que já O serviam antes de servir aos reis da época. São livros que mostram que Deus tem, sim, o controle da história em Suas mãos e, constantemente, em amor, chama seu povo ao arrependimento.

O Novo Testamento abre, com quatro Evangelhos, quatro Boas Notícias com ênfases diferentes. Mateus anuncia a chegada do Reino de Deus em Jesus; as promessas todas se cumprem Nele. Marcos mostra Jesus em ação, sendo o Evangelho mais dinâmico e curto dos quatro. Lucas tem sua ênfase histórica; quer mostrar que Jesus não é só alguém vivo no imaginário das pessoas, mas é alguém real e crível. João é o mais teológico dos evangelhos. Revisita Gênesis e mostra o caminho da redenção em Jesus.

Atos, único livro histórico do Novo Testamento, mostra Deus mantendo firme Sua Igreja, através de provações e perseguições e de como a Igreja, apesar de tudo isso, estava firme, porque fazia o que deveria estar fazendo.
De Romanos a Filemon, as cartas de Paulo. Com seu conteúdo profundo, Paulo é o grande sistematizador das doutrinas dos apóstolos e as aplica em cada situação pontual nas igrejas. São situações que precisam ser vencidas para se chegar ao princípio regulador.

Hebreus a Judas são as cartas gerais, com princípios aplicáveis a todas as realidades. Ou seja, se em Paulo, Deus nos trata na nossa individualidade, seja como igreja ou como pessoa, nas gerais vemos Deus agindo na nossa coletividade.

Apocalipse é o livro profético do Novo Testamento. As profecias não cessaram! Algumas, se não a grande maioria, já se cumpriram em Jesus. Porém, há outras que estão em pleno cumprimento através da Igreja. Antes ansiávamos pela chegada do Messias, agora ansiamos, com fé, pelo Seu retorno.

 
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