Editorial semanal

Quando é Natal

 

Rev. Cristiano Zioli

É muito significativa não só a narrativa do nascimento de Jesus, como também a de Seu ministério. Isso me revela que Jesus não perdeu o foco de Sua vinda desde o início. Ele não teve lugar onde pudesse nascer de modo digno ou, melhor, de maneira humanamente possível. Também não teve onde reclinar a cabeça durante Sua breve passagem em nosso meio. E mesmo depois de morto, Seu túmulo foi emprestado.

O Natal me revela que as coisas dessa terra me são, ou me deveriam ser, irrelevantes perto daquilo que nascemos para ser! Nascemos para amar e sermos amados.

Natal é a revelação de quem somos para Deus. Deus nos amou e veio até nós. Nossa experiência com o transcendente não tem a ver absolutamente com subir, ir até o encontro, buscar alguma recompensa. Isso os pagãos fazem e o fazem melhor que nós. Nossa transcendência, ou nossa experiência com ela, tem a ver com descer, tem a ver com um Deus que vem ao nosso encontro; e não nós a Ele. A glória é Dele, o mérito é Dele e de mais ninguém. Natal não é só lembrarmos dessas coisas; é encarna-las! Deus se fez homem nos ensinando que o caminho da redenção passa pela encarnação do outro.

Quando eu sinto a dor do outro é Natal! Quando eu dou a outra face é Natal! Quando eu ando a segunda milha, quando eu perdoou, quando Jesus deixa os presépios e Se faz real na minha vida, quando Ele deixa de ser alguém que eu admiro e passa a ser Senhor, quando Ele deixa de ser ideologia ou teologia e passa a ser quem EU SOU, então, é Natal!

 
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