Editorial semanal

A alegria em C.S. Lewis

Rev. Cristiano Zioli

Por ocasião das ministrações sobre a alegria na carta de Paulo aos Filipenses, acredito ser relevante uma reflexão, ainda que breve e devocional, sobre a alegria na vida de Clive Staples Lewis, mais conhecido como C.S. Lewis, autor de obras como As Crônicas de Nárnia, Cristianismo Puro e Simples, Cartas de Um Diabo Ao Seu Aprendiz, entre outros. O maior pensador cristão do século XX veio a se converter à fé cristã justamente por conta desse tema.

A alegria sempre foi um ponto filosófico e existencial que trazia muita angústia para Lewis, e acabou se tornando seu ponto de encontro com o Redentor. Para Lewis, a alegria era “um desejo não satisfeito”, porém “é mais desejável que qualquer satisfação”. Ele se converte de forma processual: antes reconhece a existência de Deus, posteriormente a de que Jesus também existiu e, por fim, de que Jesus é Deus e veio até nós. Lewis chama essa experiência de alegria. Bach compõe uma peça musical intitulada Jesus, Alegria dos Homens. Ageu chama Jesus de o Desejado das Nações. Para Lewis, juntar essas duas figuras era simples.

Entender o significado por trás das verdades era mais importante tanto para Tolkien, autor do livro O Senhor dos Anéis, (que evangelizou Lewis) quanto para Lewis. Encontrar a maravilha e ter um encontro com o mistério é alegria. Não é algo circunstancial apenas, mas é parte do fruto do Espírito que nos oferece contentamento de vida. Não à toa que Lewis escreve sua autobiografia em 1955 e a intitula Surpreendido Pela Alegria. Surpreenda-se!

 
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