Editorial semanal

A Ovelha Perdida

 

Missionário João Haroldo Bertrand

No Evangelho de Lucas (cap.15), encontramos a parábola da ovelha perdida. Nela, o pastor de um rebanho vai atrás de seu animal perdido deixando suas demais ovelhas no campo. Esse fato não parece lógico para a mente humana. A ideia de abandonar 99 ovelhas no campo para buscar apenas uma que se perdeu aproxima-se do disparate.

A ovelha perdida não era mais especial do que as outras. Muito pelo contrário, o fato dela fugir da presença do pastor só demonstra sua rebeldia. Também nada garantia que ao sair à procura daquela ovelha, o pastor a encontraria, ou que depois de encontrá-la, ela nunca mais fugiria. Por isso, arriscar um rebanho de 99 ovelhas para salvar apenas uma parece mesmo um contra-senso. Mas, graças a Deus que essa não é a lógica do Reino dos Céus.
Em Deus, todos os perdidos têm espaço à mesa e o encontro do Bom Pastor com a ovelha perdida é motivo de festa. No Reino de Deus, não existem os mais perdidos ou os menos perdidos. A Graça nos nivela e nos alcança de maneira análoga: “porque todos pecaram e necessitam da glória de Deus” (Rom. 3:23).

Quanto às 99 ovelhas abandonadas pelo Bom Pastor no deserto, essas estão tão perdidas quanto aquela que fugiu solitária. Essas representam aqueles que pensam que não precisam se arrepender. São como o filho mais velho da parábola do filho pródigo. Vivem na casa do Pai, mas não o conhecem, não desfrutam da sua presença. Que o Senhor encontre em nossa Igreja,  não pessoas que pensam ser perfeitas, mas corações arrependidos. Do contrário, estaremos longe de Jesus.

 
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