Editorial semanal

O Natal que eu comemoro!

Rev. Cristiano Zioli

Maria me lembra para que serve o Natal no seu canto, o Magnificat, que diz: “A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração. Ele realizou poderosos feitos com seu braço; dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração. Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos” (Lucas 1:50-53).

O Natal, em Jesus, é possível acontecer em qualquer lugar, até mesmo na minha ou na sua casa. Não é dependente de dinheiro nenhum, de discurso contra ou a favor, de montagens ou enfeites aqui ou ali; mas é quando cada um de nós abre o coração e a mente como um lugar possível de morada para esse bebê que não tem onde reclinar a cabeça. As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, de modo que o Natal pode acontecer todos os dias e não ficar reservado apenas em um momento pontual. Antes do Natal ser para fora, ele precisa nascer para dentro, mudando minha vida e questionando minhas preferências e meus posicionamentos.

Natal é para ser o ano todo! É para ser toda refeição e todo encontro. O perdão e a justiça precisam encontrar lugar não só em dezembro e na semana do Natal, mas em todos os meses, inclusive naqueles que não tem feriados. A comemoração do Natal não se resume a uma data. Ela serve apenas de lembrete! O Natal não é um ponto, é um livro. Não é um dia, é uma vida. O ano começa não em Janeiro do próximo ano, mas depois do Natal! É ele que me lembra que o ano já precisa começar não com um calendário novo, mas com um ser humano novo.

 
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